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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Accipitriformes
Família: Accipitridae
 Vigors, 1824
Subfamília: Accipitrininae
 Vigors, 1824
Espécie: H. meridionalis

Nome Científico

Heterospizias meridionalis
(Latham, 1790)

Nome em Inglês

Savanna Hawk


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Gavião-caboclo

O gavião-caboclo, também conhecido pelos nomes de gavião-casaca-de-couro, gavião-terra, gavião-puva, urupiranga, gavião-telha (São Paulo), gavião-paracatejê ou parkatejê (Pará), gavião-fumaça (Mato Grosso), gavião-mariano (Ceará) e gavião-tinga (Pará), é um gavião campestre da família dos acipitrídeos, que ocorre do Panamá à Argentina e em todo o Brasil, porém na Amazônia apenas em alguns locais, como o leste do Pará e a região do Baixo Amazonas. Comum em campos, pastagens, borda de alagados, manguezais, pequenas florestas de eucaliptos em áreas campestres e no cerrado.

Nome Científico

do (grego) heteros = diferente; e spizas = falcão, gavião; do (latim) meridies, meridionalis = sul, do sul. ⇒ Gavião diferente do sul.

Características

A espécie mede cerca de 55 centímetros de comprimento, com plumagem ferrugínea. O adulto é todo marrom avermelhado, com a ponta das asas e cauda negras e penas longas. Possui uma faixa branca, estreita, na cauda. Pernas e pele nua das narinas, amarelas. Bico negro e olho marrom avermelhado. Como em outros gaviões, o jovem é muito diferente. Cores apagadas, cinza amarronzado nas costas e barriga creme, com riscos verticais escuros e uma semicoleira escura. Sobre os olhos, uma listra clara. A cauda é creme, com finas listras escuras. Faixa larga subterminal negra. Penas longas das asas com listras finas e ponta negra. Sobre a envergadura, conforme a obra “Raptors of Mexico and Central America”, o gavião-caboclo adulto alcança em média 1,25 a 1,38 m.

Subespécies

Não possui subespécies.

Alimentação

É um gavião de áreas abertas, campos e cerrados, onde alimenta-se de várias presas, como pequenos mamíferos, aves, cobras, lagartos, rãs, sapos e grandes insetos. Na baixa das águas, apanha caranguejos.

Reprodução

Reproduz-se de julho a novembro. Faz ninho a pouca altura, sobre árvores baixas ou palmeiras. Põe 1 ou, raramente, 2 ovos brancos.

Hábitos

É o seu hábito de seguir incêndios que chama mais a atenção, razão do nome comum, gavião-fumaça. Voa para a queimada, geralmente pousando em galhos à frente do fogo, ou caminha logo atrás das chamas, às vezes a poucos metros das labaredas. Na parte dianteira do incêndio, apanha os pequenos vertebrados e insetos fugindo da queimada, enquanto na parte posterior come os animais e insetos moribundos ou mortos pelo fogo. Possui um território de caça exclusivo, afastando os outros gaviões-caboclos. Possui o hábito de ficar por minutos pousado em árvores, estacas ou locais altos onde consegue visualizar todo o movimento a sua volta, fazendo do seu bote certeiro o ataque; passa longos períodos caçando em um mesmo local. O casal se comunica através de um assobio fino, longo e choroso, repetido continuamente. Voa alto, aproveitando as correntes de ar quente para planar, ou através de voo ativo, com batimento ritmado das asas. Extremamente arisco, o gavião caboclo sempre está alerta a qualquer movimento, levantando voo rapidamente quando se sente ameaçado. No que tange à área de vida, um interessante estudo de Marco Granzinolli, para sua tese de doutorado, acompanhou a movimentação de três indivíduos (duas fêmeas e um macho) adultos e constatou uma distribuição espacial entre 1.774 hectares e 2.060 hectares, com centro de atividade de 399 hectares, valores bem mais elevados que um estudo venezuelano prévio. Comum em campos, pastagens, borda de alagados, manguezais, pequenas florestas de eucaliptos em áreas campestres e no cerrado.

Distribuição Geográfica

Presente em quase todo o Brasil, com exceção de áreas densamente florestadas. Encontrado também do Panamá à Argentina.

Referências

Galeria de Fotos